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SEMANA TEMÁTICA - 26,27,28 ABRIL 2017 - PORTUGAL, QUE DESAFIOS?

Publicado a 02/05/2017, 01:06 por Sandra Gonçalves   [ atualizado a 02/05/2017, 01:06 ]







Sob proposta do Departamento de Ciências Histórico-Geográficas decorreu no Externato de Penafirme, dias 26,27,28 de abril de 2017 um conjunto de eventos sob a dinâmica de Portugal , dos últimos 40 anos, da experiência democrática, dos novos ventos europeus, da crise, do novo território, dos novos e velhos desafios que todos temos de enfrentar.

Vieram convidados de fora e de dentro. Ouvimos especialistas, Professores, alunos.

Dia 26 abril destaque para:

- Teatro com alunos do secundário: O Amor que vê na Noite.

- Reflexão sob o tema de Caminhos de Unidade Vários alunos desenvolveram as suas ideias:

(Sistemas Educativos em Portugal e na Suécia; O Cante alentejano; Analfabetismo; Reflexões Filosóficas; A natalidade; Desvantagens do Euro/ moeda única; Consenso e discussão; Desemprego tecnológico; Coreias, duas experiências Políticas que nos desafiam).

-Painel de debate/ opiniões: Portugal, que desafios?

Nuno Azevedo, numa linha sociológica. Quem somos? Desde Afonso Henriques, “país nascido da luta dum filho contra a sua mãe”, às imensas viagens e descobertas, uma grande viagem que nos fez e transformou. Da Saudade sempre presente no discurso emotivo à descoberta do futuro desafiante dos novos inventos e da globalização.

Prof. Sérgio Claudino, interpretando o saber da Geografia. Onde estamos?

O mais antigo estado-nação da Europa. Periferia da Europa. Fronteiras bem definidas desde o século XIII. Expressões regionais criadas pelo seu afastamento de Lisboa e ou do Porto: Trás- os- Montes, Entre Douro e Minho, Beiras, Alentejo. Regiões que não marcam os nomes dos seus habitantes, mas sim da sua relação com a capital e o seu afastamento. Portugal, que desafios? Potencialidades  internas: nação unida, recursos ambientais. Potencialidades externas: Europa, Lusofonia. Tem de desenvolver: transportes e comunicações; inverter a questão da natalidade e do envelhecimento da população; apostar na qualificação de trabalho, de ensino , de formação; valorizar o património; o Turismo é uma grande fonte de receita; Investir na produção agrícola.

Drª Ana Catarina Ferreira, jovem licenciada sem emprego, uma antiga aluna do Externato. Formação académica de grande nível, vivências diferenciadas com intercâmbios e estágios laborais, mas sem futuro risonho no campo do emprego estável. Grande desafio aos Jovens, que NET- nem estudam, nem trabalham; falta de autonomia de adulto, sair de casa, contar consigo mesmo, construir família e futuro.

Luís Pedro Reis, uma visão da economia em Portugal e os desafios que isso nos lança. Da Europa desenvolvida, chegam-nos piadas desagradáveis “ deixem-se de copos e mulheres”. Somos um país pequeno, com índices para contentar alguns políticos, mas com muitos indicadores desconfortáveis. Continuamos a ter má imagem dos serviços públicos e privados, vendemos mal a marca Portugal, revelamos pouca eficácia e eficiência laboral; o mercado financeiro revela graves problemas. Precisamos de melhorar a produtividade para garantir o bem-estar social, a soberania, a educação, a saúde e a manutenção da segurança social.

Diogo Bento, uma visão artística. Quem faz Arte? Quem consegue viver dos rendimentos que o trabalho artístico lhe pode garantir? A grande precaridade dos grupos de teatro, dos artistas em geral, exceto os que tenham outra fonte de rendimentos. A arte é a construção da consciência! A Arte exige treino, estudo, saber acumulado pela experiência. A arte tem um Valor próprio que não se vê pelo dinheiro, mas sim, pelos sentimentos, pelas emoções, pela riqueza patrimonial.

Dia 27 abril, ouvimos o Professor Manuel Canaveira, da UNL-FCSH. Europa? Portugal, que desafios?

-Guerra, vários locais, lutas nacionais ou étnicas;

-Império, faz falta quem civilize, ordene, discipline;

-Guerra Fria, o fim do equilíbrio do Terror, do Medo;

-EUA, a superpotência, erros táticos e militares;

-Donald Trump, eleito pelo populismo da classe média americana;

-MEDOS, “ o estranho, o diferente”, onde estamos bem?

-SEGURANÇA, como fiscalizar tudo? Regimes militarizados.

-Economia, poder financeiro, poder capitalista desregrado;

-Diplomacia, o poder da palavra, o poder de manobrar;

-Brexit, saída da Inglaterra? Talvez!

-Europa (s) -Como sobreviver? União? Confederação?

Arquiteto Bruno Ferreira refletiu sobre o ordenamento do Território.

Alunos do 8º ano refletem a importância do Humanismo representando Gil Vicente.

Os desafios da Biodiversidade marinha e o Projeto de Plataforma Continental, levaram alunos de todos os ciclos a ouvirem os convidados Drª Mónica Albuquerque e Dr. António Calado.

Alunos de todos os ciclos apresentaram com imensa criatividade desafios literários, evidenciando o livro que mais os tocou.

A Geografia trouxe desafios sobre a Construção da União Europeia, Voluntariado, Apoio a Refugiados.

Alunos de secundário debatem os valores entre a ESQUERDA e a DIREITA.

A semana concluiu o ciclo de conferências com a reflexão do Professor Carlos Guardado da Silva. Portugal, afinal, que desafios? Em particular nestes últimos 40 anos de poder autárquico em Liberdade.

Dos anos 70-80 do século XX, um país cinzento, sem grande poder de participação interna e externa, um país a descobrir a construção da sua revolução, da sua perda de territórios, da sua entrada num desafio enorme chamado Europa.

Aos anos do milénio, cheios de perigos e medos, mas cheios também de propostas novas: Educação, Formação, Infraestruturas, mobilidade dos cidadãos. Portugal e Torres Vedras em articular precisam de políticas de proximidade com os seus cidadãos; desenvolver um turismo sustentável regional baseado na promoção do que de melhor se faz e do património histórico e ambiental. Construir a cidadania do futuro, com sólidas raízes, mas com grandes asas para voar.

Por toda a escola se divulgou o cartaz da semana, exposições de trabalhos de alunos dos vários ciclos, Exposição sobre Jean Monnet.

Os intervalos foram animados musicalmente com o Coro do Externato.

A noite de 28 abril terminou com um belíssimo espetáculo sobre as origens dos sons portugueses: CANTE ALENTEJANO, POLIFONIAS, FADO DE LISBOA:

SOM_PT (som português de origem controlada).

Em nome do Departamento de CHG, Ana Maria Manteigas